29 setembro, 2010

SARAH HALLELUJAH

CONVITE EXPOSIÇÃO DE SARAH HALLELUJAH

MATÉRIA EFÊMERA

GALERIA ACBEU

DIA 8 DE OUTUBRO DE 2010 DAS 19 ÀS 21HRS
CORREDOR DA VITORIA

21 setembro, 2010

ROSILDA SÁ

Galeria Cãnizares - Salvador - Bahia
Abertura: 23 de setembro de 2010

ESPOSIÇÃO “CONVIVENDO”



INSTALAÇÃO IMAGENS AMADAS











INSTALAÇÃO INVENTÁRIO










DETALLHE: ALGUMAS DAS FOTOS EXPOSTAS NAS PRATELEIRAS

INSTALAÇÃO INVENTÁRIO













VERNISSAGE

ERIEL ARAUJO, CELESTE ALMEIDA, ROSILDA SÁ E NANCI NOVAIS

ROSILDA SÁ e MARIA CELESTE DE ALMEIDA WANNER

CONVIVENDO

O significado é o uso.
Wittgenstein

A cerâmica, representada pelos objetos utilitários, é um dos adventos da civilização ao longo da história da humanidade, predominando seu lugar de destaque no contexto cotidiano das pessoas, para decorar, guardar, celebrar, comemorar, festejar, compartilhar etc., enfim, manter a vida. Nesse contexto se insere a exposição CONVIVENDO, que, desde o próprio título, apresenta uma celebração de encontros. De fato, esta exposição, composta pelas instalações Inventário, Cerâmicas e mais Cerâmicas (after Kosuth) e Imagens Amadas, é fruto da produção colaborativa, em que a cerâmica funcionou  de acordo com a teoria de Nicolas Bourriaud, no livro Estética Relacional  como “dispositivo relacional”, no contexto cotidiano de várias pessoas.
Inventário traz a banalidade e o requinte através da cerâmica utilitária, que revela o uso (funcionalidade), sua obsolescência e o que guardam de lembranças. Na instalação, as fotografias geradas a partir dos objetos estão apresentadas sobre prateleiras e apreendidas, também, enquanto objeto. A fotografia foi usada como foco central no contexto da cerâmica e se apresentou como uma extensão da própria linguagem da cerâmica, através do tema e do conceito, inclusive reforçado pelo fato de se tratar de uma ceramista  e não de uma fotógrafa  fotografando cerâmicas. Os objetos estabeleceram uma rede de encontro, de estar com as pessoas, uma rede colaborativa. O universo cotidiano do Outro foi trazido para esta obra.
A vida diária como tema para a fotografia foi largamente usada pela arte conceitual, Charlote Cotton, no livro A Fotografia como Arte Contemporânea (2010, p. 115), explica que “Por meio da fotografia, a matéria cotidiana é dotada de uma carga visual e de possibilidades imaginárias que vão além da sua função trivial. Tratamentos sensuais e saborosos, mudanças na escala ou no contexto típico, simples justaposições e correlações entre formas e formatos [...]”.
Já a obra Cerâmicas e mais Cerâmicas (after Kosuth), composta por várias xícaras sobre uma prateleira, a fotografia delas e o adesivo sobre a parede de uma definição do verbete enciclopédico “Cerâmica”, gerou uma tautologia, portanto, se aproximou da obra One and Three Chairs [1965], do artista conceitual norte-americano Joseph Kosuth. Não só essa obra, mas as outras presentes na exposição discutem acerca da própria linguagem da cerâmica além dos moldes tradicionais, enquanto extensão do conceito de arte contemporânea.
A instalação Imagens Amadas apresenta desenhos de objetos utilitários de cerâmica feitos a partir de fios de argila queimados em forno a lenha (terracota pintada), que, ao serem montados sobre as paredes de uma das salas da Galeria, criaram um espaço de imersão num contexto híbrido, labiríntico, entre cerâmica e desenho. Da mesma maneira que colaborativamente as pessoas receberam a artista em seus lares para a produção da obra Inventário, ela os recebeu em seu ateliê para modelarem esses desenhos de terracota, mantendo a rede viva. Afinal, como ela considera, é convivendo que a vida, a arte e, especialmente, a cerâmica fazem e têm sentido.

18 agosto, 2010

ROSÂNGELA SANTANA PEREIRA

REVISITANDO ALGUNS ARTISTAS QUE FORAM MEMBROS DESTE GRUPO DURANTE O MESTRADO

ROSÂNGELA SANTANA DESENVOLVEU UM TRABALHO EM CERÂMICA COM FOTOGRAFIA E PERFORMANCE, EM PORCELANA E ARGILA, QUE MUITO CONTRIBUIU PARA A PESQUISA DESTA LINGUAGEM VISUAL.














PRODUÇÃO ARTÍSTICA DE ALGUNS MEMBROS DESTE GRUPO

PRODUÇÃO ARTÍSTICA DE ALGUNS MEMBROS DO NOSSO GRUPO

ERIEL ARAÚJO

FOTOGRAFIA ADESIVADA SOBRE ESPELHO

EVARISTO NAVARRO

INSTALAÇÃO







JUAN TOBOSO

MARIA RUIZ

INSTALAÇÃO - ADESIVO SOBRE PAREDE - 2006






MARISTELA RIBEIRO

INSTALAÇÃO - OBJETOS E FOTOGRAFIA







MICHAEL WALKER

FOTOGRAFIA DIGITAL






MILI GENESTRETI

OBJETO - FOTOGRAFIA DA ARTISTA COM SUA BISAVÓ E VESTIDO PAGÃO DO SEU BATIZADO


TONICO PORTELA

INSTALAÇÃO "PRESENTES" 2002
Areia, tabletes de cânfora e fogo.





12 agosto, 2010

WAGNER LACERDA - NOVO MEMBRO DO GRUPO

Performer – Artista Visual - Mestre pela Escola de Belas Artes da UFBA em Performance. Prof.Substituto da Escola de Belas Artes – UFBA – 2010.

DEPOIS DE FAZER PARTE DESTE GRUPO COMO ESTUDANTE, TEMOS A HONRA DE TER WAGNER COMO MEMBRO PESQUISADOR.
































05 agosto, 2010

AULA INAUGURAL DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS, DA ESCOLA DE BELAS ARTES - UFBA

A Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Artes Viauis da Universidade Federal da Bahia, do segundo semestre de 2010, será realizada por dois membros deste grupo de pesquisa: Profa.Dra. NANCI NOVAIS E PROF.DR. ERIEL ARAÚJO [2º LÍDER DESTE GRUPO]

23 julho, 2010

EXPOSIÇÃO DE CONCLUSÃO DE CURSO DO MESTRANDO VICTOR VENAS

PERFORMANCE, COM A PARTICIPAÇÃO DO ARTISTA VISUAL E PERFORMER WAGNER LACERDA.







INSTALAÇÃO





MUSEU DE ARTE SACRA – SALVADOR – BAHIA – JULHO DE 2010

Luz – Transfigurações Poéticas do Sagrado

Considerada como uma prática humana que busca o engajamento do divino com atividades publicas e privadas, o termo religião, tem sido abordado de forma ampla na contemporaneidade. Alguns teóricos consideram que a pratica religiosa cultiva o “encantamento” com o divino - que se apresenta ou já está presente no ser humano - individualmente, socialmente, bem como na Natureza, dessa forma o conceito de Espiritualidade e Sagrado tem se expandido e se afirmado de maneira cada vez mais singular. Todavia, não obstante, sincero, e consciente, o encantamento é compatível com dúvida, medo, e incerteza. Portanto, precisamos sempre refletir sobre quaisquer conceitos referentes a este assunto de uma maneira aberta, visto que este termo tem sido abordado como uma forma de conhecimento que não significa possessão, mas, fruição, um tipo de conhecimento “religioso” que guarda objetos arquetípicos em um campo aurático e silencioso. Neste sentido, todas as formas de arte, imagens iconográficas, mitos etc. fazem parte deste silencio, visto que eles não podem ser definidos, coagidos, persuadidos, nem criticados, pois são formas de expressão sutis da comunicação humana e de uma determinada cultura. A falta de uma definição elusiva não deve ser entendida como um impedimento, uma obstrução, mas uma característica do signo da arte e da religião; um signo livre, estudado desde Plotino a Peirce, Freud a Eliade dentre outros mais contemporâneos como James Elkins.

Ao trabalhar a relação da luz, com a água, o corpo, o espaço e o som, as obras de Victor Venas transfiguram poeticamente passagens da narrativa Bíblica através de uma abordagem pessoal. Da virtualidade da tecnologia à luz como símbolo espiritual, se aproxima daquilo que afeta os sentidos, a percepção e as crenças do Homem por toda a sua história. Seu o vocabulário visual dialoga com obras de artistas contemporâneos a exemplo de Bill Viola, Eduardo Kac, James Turrel, Robert Irwin, Dan Flavin, Olafur Eliasson, onde são exploradas as propriedades da luz e suas implicações sutis com outros elementos da Natureza.

O que Victor Venas nos apresenta é uma abordagem contemporânea de temas sacros através do viés mito-poético onde propõe reflexões sobre a nossa relação com o Cosmos, com o Outro e com nós mesmos a partir de elementos recorrentes nas mais variadas culturas (sacrifício, transformação, renascimento).


Profa.Dra. Maria Celeste de Almeida Wanner
Orientadora