23 maio, 2014
19 abril, 2014
09 abril, 2014
"DESMONTAGEM" - RAONI GONDIM
PERCOGRAFIAS: INSCRITOS IMAGINÁRIOS foi a primeira exposição do mestrando Raoni Gondim, na Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes, Universidade Federal da Bahia.
Aberta ao público no dia 10 de março de 2014, com atividades artísticas durante o período de uma semana, no próprio espaço expositivo, essa mostra resultou em mais três exposições.
As duas últimas exposições foram desdobramentos da primeira, em um processo desconstrutivo e, ao mesmo tempo, de esvaziamento, ou seja, retirada de alguns objetos, dando lugar à luz, lâmpadas com fios de eletricidade, gambiarras e fardo de algodão.
Em Desmontagem, que encerrou no dia 10 de abril de 2014, o espaço concentrou-se apenas em uma das três salas da galeria.
Em todas as três exposições, no período de um mês, o artista produziu uma série de fotografias e videos, que funcionam não apenas como registro das obras, mas também como objetos, fotografia.
29 março, 2014
26 março, 2014
20 março, 2014
12 março, 2014
RAONI GONDIM - "P e r c o g r a f i a s, i n s c r i t o s i m a g i n á r i o s"
TEXTO CURATORIAL DA EXPOSIÇÃO
P e r c o g r a f i a s,
i n s c r i t o s
i m a g i n á r i o s
R a o n i G o n d i m
“Quando se evaporou a camada de orvalho que caíra,
apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, granulosa, fina como uma
geada sobre a terra. Tendo visto isso, os israelitas disseram entre si: “que é
isso? “.Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: “Isso é o Pão que Iahweh
vos deu para vosso alimento. [...] Cada um colha dele quanto baste para comer,
um gomor por pessoa [...]“ E os israelitas assim o fizeram; e apanharam uns
mais, outros menos. Quando mediram um gomor, nem aquele que tinha colhido menos
encontrou menos: cada um tinha recolhido o quanto podia comer. Moisés
disse-lhes: “Ninguém guarde para a manhã seguinte”. Mas eles não deram ouvidos
a Moisés, e alguns guardaram para o dia seguinte; porem deu vermes e cheirava
mal. [...] A casa de Israel deu-lhe o nome de maná. Era [...] [de] sabor como
bolo de mel. Disse Moisés: “Eis o que Iahweh ordenou: Dele enchereis um gomor e
o guardareis para para as vossas gerações, para que vejam o pão com que vos
alimentei no deserto [...] Arão o colocou diante do testemunho para ser
conservado”. Êxodo, cap. 16
Depois de ler essa passagem, parei e pensei como o
maná era parecido com a arte contemporânea: não apenas por ser um enviado de
Deus [Iahweh], ou por ser um alimento do deserto, ou por ninguém conseguir
compreendê-lo bem – pois “não sabiam o que era”.
Nem mesmo porque uma parte dele foi imediatamente
posta num museu – “e o guardareis para as vossas gerações; tampouco porque o
seu gosto permaneceu um mistério, uma vez que a frase aqui traduzida como
“sabor como bolo de mel” é na realidade uma suposição; essa palavra hebraica
não ocorre em nenhum outro lugar na literatura antiga e ninguém sabe o que ela
realmente significa. Daí a lenda de que maná tinha o sabor que cada um
desejava; embora viesse de fora, seu sabor na boca era invenção de quem o
provasse.
Mas o que decidiu a analogia com a arte moderna, para
mim, foi esta Ordem: colher do maná todos os dias, de acordo com o que for
comer, e não para conservá-lo como uma garantia ou investimento para o futuro,
fazendo da colheita de cada dia um ato de fé. Leo Steinberg. 2008:16
O CAMINHAR COMO ARTE: DA EXPERIÊNCIA AO OBJETO
O Caminhar como Arte é uma ação que celebra a vida, a
imprevisibilidade, a liberdade e a tudo que não tem um tempo determinado. Ao
Percorrer um território, o artista abre mão das suas certezas para acatar o
acaso.Percursos suscetíveis a tudo que é livre e "novo".
Dos trajetos realizados por Raoni, pouco sabemos,
pois se trata de uma experiência individual que não pode ser compartilhada. É
uma sucessão de qualidades de sentimento; Um vir a ser contínuo.
Assim esta exposição mostra um conjunto de obras de
outro tempo. Não se trata de ilustrações do seu caminhar, mas do que transborda
dessa experiência e do que tangencia a fantasia e a fantasmagoria.
Por ser uma experiência que acontece no instante
presente, como o artista poderia parar o tempo e conduzir o vento, a brisa, o
som das águas? O esplendor do amanhecer e do anoitecer? O som [silêncio] das
cidades e da natureza? O orvalho? O canto dos pássaros? Nessas ações, entre o
movimento e o repouso, arte e vida se encontram em seu cotidiano.
Aqui, nessa Percografia do entre, não se distinguem
os territórios terrestres dos territórios espirituais. E é através dessas
experiências que o artista alimenta o seu processo criativo.
Maria Celeste de Almeida Wanner - março de 2014
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